Um blog sobre qualquer coisa que valha a pena escrever.

Hoje, ao terminar de ler “E não sobrou nenhum“, anteriormente publicado como “O caso dos dez negrinhos”, de Agatha Christie, tive uma sensação mista de pena e alegria. Pena por ter demorado tanto para ler alguma coisa de uma das escritoras mais lidas do mundo. Alegria por saber que esse é apenas um de muitos livros que a autora escreveu.

“E não sobrou nenhum” é daqueles suspenses policiais clássicos: um serial killer está a solta e não se consegue parar de ler até descobrir quem ele é, porque faz o que faz e como faz isso. Simples assim. Sem as firulas que tanto lemos nos suspenses de hoje e que não servem para nada.

E o mais legal é que somos “enganados” até os “45 do segundo tempo”, levados a pensar uma coisa quando o que acontece, na verdade, é outra. Bom suspense para mim é assim. Por isso, é leitura recomendadíssima para quem está, como eu, de férias.

Para finalizar, não posso deixar de comentar sobre a grande semelhança entre “E não sobrou nenhum” e Dexter. Muito provavelmente, Jeff Lindsay, autor do livro que deu origem à série de TV,também é um grande fã de Agatha Christie.

Ontem finalmente (!!!!!) terminei de ver a 6ª e última temporada de Lost. Assim que terminou fiquei puto.

Primeiro, pela falta de respostas para as milhões de perguntas que a série fez ao longo de cinco anos e que, conforme comecei a desconfiar na 4ª temporada, não teriam nenhuma lógica, apenas sairiam das cabeças geniais dos roteiristas com a única e exclusiva intenção de prender nossa atenção.

Também fiquei puto porque de imediato não consegui digerir e entender direito o grand finale. Mas já era tarde e fui dormir. Hoje, pesquisando “Lost último episódio” e “Entender final Lost” no Google encontrei algumas respostas e interpretações que tornaram o final razoável e até interessante.

Então é isso. Acabou. Mas o que, com certeza, fica é o “legado” de Lost: uma capacidade incrível de contar histórias, com seus flashbacks, flashfowards, mistérios etc, que prenderam a atenção de muita gente, por muito tempo, e geraram e continuam gerando muita discussão. Você conhece, por exemplo a Lostpedia, a Wikipedia de Lost? Vale a visita.

Ontem terminei de ler “Não há silêncio que não termine – Meus anos de cativeiro na selva colombiana” da ex-senadora e candidata à presidência da Colômbia, Ingrid Betancourt.

É um livro que recomendo para quem gosta de histórias de superação, assim como recomendei “Milagre nos Andes –  72 dias na montanha e minha longa volta para casa” . Acredito que essas histórias nos inspiram e ajudam a sempre ir além dos limites que acreditamos ter.

Há dois pontos que gostaria de destacar no livro:

  • A incrível capacidade de “fabricar” esperança que cada ser humano pode ter dentro de si mesmo em situações absolutamente inimagináveis como passar sete anos no meio da selva colombiana comendo, literalmente, o pão que o diabo amassou
  • Sartre tinha razão. Em situações extremas, as pessoas se transformam em animais selvagens, preocupadas apenas com o próprio umbigo.

Clique aqui para ler uma matéria sobre a libertação de Ingrid Betancourt na Veja e assista às duas partes da entrevista dela no Jô logo abaixo:

Esse é o título de uma puta matéria que saiu na Veja da semana passada (20/10) acabando com os mitos sobre privatização papagaiados por dona Dilma fantoche e sua turma. São vários fatos e argumentos que, mais uma vez, demonstram que só tem medo de privatização quem é muito ingênuo ou malandrinho (alô, PT).

Gostaria muito de compartilhar a matéria aqui, mas infelizmente não será possível, porque, na contramão de todo mundo (“sharing is good”), a Veja não permite. É aí que me pergunto: de que adianta se antecipar e lançar um aplicativo para iPad – nada contra, mas, convenhamos, ainda são poucos usuários no Brasil – sem antes fazer o arroz com feijão da internet?

Tem coisa que dá até medo de imaginar a resposta.

Saiu uma entrevista com o Carlos Brito da AB InBev na Veja da semana passada que tem um trecho muito interessante. Compartilho aqui por acreditar piamente na mesma coisa:

Acredito que ser justo é tratar pessoas diferentes de formas diferentes. Tratar todo mundo igual é injusto. Aquelas pessoas que são apaixonadas, se dedicam mais à empresa, dão mais resultados – essas merecem mais oportunidades que as outras, mais atenção, mais treinamento. E elas têm de ganhar mais dinheiro também. Já que é impossível agradar a todos, vou agradar àqueles com maior talento. Sinto muito pelos menos talentosos, mas…

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