Proibição da publicidade de cerveja
Segunda-feira, 12/Maio/2008
Sempre que uma questão polêmica começa a ser discutida, aparecem os “mágicos” com suas soluções mirabolantes. Não ia ser diferente no caso da restrição da publicidade de cerveja. O que achei muito estranho foi Roberto Pompeu de Toledo, sempre tão lúcido, ter se travestido de porta-voz desses mágicos. Em seu ensaio de 14 de maio, ele afirma que:
“Este é o país dos 35 000 mortos por ano em acidentes de automóvel, em grande parte causados por embriaguez do motorista. É também o país dos assassinatos fúteis no bar e da violência doméstica, para os quais o álcool dá contribuição decisiva.”
Curioso é que o autor tenha se esquecido de que este também é o país das leis de mentirinha e da impunidade, fatores que dão às pessoas a sensação de que podem dirigir embriagadas e matar por motivos fúteis que nada acontecerá.
É lógico que as pessoas bebem porque viram o anúncio da bebida e que a publicidade provoca efeitos. Se não provocasse, não teria nem razão de existir. Mas achar que a solução para os acidentes de carro, os assassinatos fúteis e a violência doméstica causados por embriaguez é a restrição da publicade de cerveja é tão genial como propor o fechamento dos bancos como solução para as filas nos caixas.
Assista o filme da ABAP contra a proibição da publicidade de cerveja:
Entry Filed under: Dia-a-dia, Publicidade. Tags: ABAP, Cerveja, Publicidade, Roberto Pompeu de Toledo, Veja.
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1.
Carlos Leda | Sábado, 24/Maio/2008 at 19:53
Ao ler seu post não pude deixar de lembrar de um que publiquei recentemente, também motivado pela tentativa de proibição das propagandas (ou restrições).
Caso queira dar uma olhada, segue o link do artigo.
http://mundiota.blogspot.com/2008/05/liberdade-de-expresso.html
Carlos