
Eduardo Martino/Cocumentography
As lan houses populares estão mesmo bombando no nosso Brasil varonil século XXI. Depois de serem tema de uma série apresentada por Regina Casé no Fantástico, essa semana dão o ar da graça numa matéria muito interessante na Veja.
Local de acesso à Internet de mais de 32 milhões de brasileiros, metade dos usuários de Internet no país, as lan houses populares se espalharam por todos os lugares – só na favela de Heliópolis são 42 -, de fundos de casas particulares a salões de cabeleireiros e locadoras.
A matéria de Veja conta três histórias muito interessantes que destaco aqui:
- Dejaíra Barbosa é uma agricultora de Manari, sertão Pernambucano. Usa a Internet para consultar a previsão do tempo e “ficar sabendo o dia de plantar e de fazer as canaletas para estocar a água da chuva na barragem.” Numa cidade em que a água chega a faltar nas casas durante 20 dias seguidos, uma informação dessas vale ouro, ou quase.
- Antônio Rodrigues Filho mora em Heliópolis – maior favela de SP – e lá possui um mercadinho com 16 computadores ligados na rede. O curioso é que ele não sabe nem ligar um computador. “Sou analfabeto, não tenho curiosidade nem paciência para fazer isso, não.”
- Gleide Gomes mora na favela de Antares, no Rio e vê como como um investimento o tempo que os três filhos passam em lan houses da vizinhança. Como a família mora em uma área dominada por uma facção criminosa, o passatempo evita que os filhos fiquem na rua, à mercê dos traficantes.
Para ler a matéria na íntegra, clique aqui. Vale muito a pena.